Seminário Arquitetura e Cinema

Imaginar mundos possíveis

A segunda edição do Seminário de Arquitetura e Cinema, vinculado à Mostra Cinema Urbana, será de 16 a 20 de agosto em Brasília.

O Seminário terá entre suas atividades, as sessões de apresentação de artigos e pesquisas, palestras, lançamento de livros e uma visita sonora, guiada pelo coletivo transverso. O Seminário está totalmente vinculado à Mostra Internacional de Cinema e Arquitetura, com uma programação de filmes e debates com realizadores, no Cine Brasília.

Convidamos para inscrição de artigos científicos que divulguem pesquisas relacionadas à essa interseção entre arquitetura, cidades e cinema. Os artigos são apresentados na sala de cinema, onde é possível exibir trechos dos filmes relacionados às pesquisas. E neste ano o Seminário terá formato híbrido, ampliando a possibilidade de participação e debate.


As submissões de artigos completos FORAM PRORROGADAS ATÉ  o dia 26 de junho de 2022 e o template está disponível aqui.

Clique aqui para acessar o formulário de inscrição


Inscreva seu artigo até 26 de junho!

Cinema Urbana - Mostra Internacional de Cinema de Arquitetura já está preparando a sua 4a edição, que vai acontecer em agosto de 2022. A mostra exibe filmes nos gêneros documentário, ficção e experimental nos quais a arquitetura e as cidades são protagonistas. Mas a cidade não foi sempre o principal cenário e tema dos filmes, desde a origem do cinema? A cidade e a arquitetura foram, não somente inspiração, mas estabeleceram as bases e o suporte para o surgimento do cinema. É possível dizer que um não existe sem o outro!

Entre essas indagações, Cinema Urbana convida a todas a explorar, ver, sentir e ouvir sobre cidades, arquiteturas, arquitetos, habitantes de cidades de vários lugares do mundo. Já foram exibidos na Mostra mais de uma centena de filmes de mais de 70 países, com uma programação diversa que conta com palestras, seminários, painéis de debates, homenagens, visitas guiadas e exibições ao ar livre que são uma verdadeira experiência cinematográfica.


Lançamento de Livros

A Comissão da Cinema Urbana  convida para a submissão de livros para serem lançados na abertura do evento no Espaço Cultural Renato Russo.

Clique aqui para inscrição para lançamento de livros


Local

Espaço Cultural Renato Russo,  cineteatro Sala Marco Antônio Guimarães. 

CRS 508 Bloco A - Asa Sul, Brasília - DF

Data

16 a 20 de agosto de 2022.

Sessões de 10 às 17:30

Programação

em breve!

Informações Importantes

em breve!


Palestras Confirmadas

É o fim do mundo e eu me sinto bem

Limite (1931) de Mário Peixoto pode ser compreendido não só como marco de um cinema experimental no Brasil e no mundo mas como importante na redefinição de um tradição moderna. Na minha atual pesquisa  Modernismo, Extrativismo e Decadência, podemos ver Limite como um ponto de partida de um Modernismo marcado pela catástrofe ao invés da utopia; da melancolia ao invés da alegria; da sensação de fim do mundo ou de um mundo ao invés da inauguração de uma nova era; do fascínio pela lentidão que advém depois da extração de ouro em Minas Gerais e do cultivo café no Vale do Paraíba, de paisagens devastadas , solitárias em detrimento da velocidade e da hipersensorialidade. Este outro Modernismo será compreendido a partir da obra de Cornelio Penna, em especial, A menina morta (1954), de Lúcio Cardoso (1959), em especial, A Crônica da Casa Assassinada e seus desdobramentos, em particular, no Cinema Novo, de uma sensibilidade social, na experiência de uma modernidade rural, inspirada em pesquisa recente de Ericka Beckman, repensando as tensões entre provincianismo e cosmopolitismo, numa leitura comparativa entre cinema, literatura e artes visuais. Entre a experiência do naufrágio e das cidades mortas, Limite ainda aponta para um mundo sem nós, uma paisagem inumana traduzida na infinitude do mar.

Denilson Lopes 

É professor titular na Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), pesquisador do CNPq e da FAPERJ. É autor de Mário Peixoto antes e de pois de Limite (São Paulo, egaláxia, 20121), Afetos, Experiências e Encontros com Filmes Brasileiros Contemporâneos (São Paulo, Hucitec, 2016), No Coração do Mundo: Paisagens Transculturais (Rio de Janeiro: Rocco, 2012); A Delicadeza: Estética, Experiência e Paisagens (Brasília: EdUnB, 2007); O Homem que Amava Rapazes e Outros Ensaios (Rio de Janeiro: Aeroplano, 2002); Nós os Mortos: Melancolia e Neo-Barroco (Rio de Janeiro: 7Letras, 1999); organizador de O Cinema dos Anos 90 (Chapecó: Argos, 2005); co-organizador de Imagem e Diversidade Sexual (São Paulo: Nojosa, 2004), com Andrea França, de Cinema, Globalização e Interculturalidade (Chapecó, Argos, 2010), com Lucia Costigan, de Silviano Santiago y Los Estudios Latinoamericanos (Pittsburgh, Iberoamericana, 2015). Também escreveu Inúteis, Frívolos e Distantes: À Procura dos Dândis (Rio de Janeiro: Mauad,2019) em conjunto com André Antônio Barbosa, Pedro Pinheiro Neves e Ricardo Duarte Filho).

Cidade pós-compacta: estratégias de projeto a partir de Brasília

Cidade pós-compacta: estratégias de projeto a partir de Brasília apresenta a hipótese de que um outro olhar sobre o urbanismo moderno pode nos fornecer pistas para lidar com os desafios do fenômeno urbano contemporâneo. Parece urgente um projeto que busque uma alternativa, por um lado, à receita de tornar compacto o não-compacto e, por outro, à simples inclusão da condição de não-lugar, não-cidade e não-edificado numa nova epistemologia ampliada do urbanismo.

Guilherme Lassance

Arquiteto, doutor, professor e diretor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Professor e pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Urbanismo (Prourb) onde coordena o grupo de pesquisa UrCA - Urbanismo, Crítica e Arquitetura, dedicado ao estudo de abordagens alternativas para a cidade contemporânea, especialmente no Sul Global. Entre suas publicações, é coautor do livro “Rio Metropolitano: guia para uma arquitetura"


O Lugar da Distopia: os filmes pernambucanos e a paisagem do Recife

Um olhar crítico sobre as particularidades das representações da paisagem urbana e arquitetônica da cidade do Recife-PE permite uma discussão sobre como, na contemporaneidade, os filmes de cineastas pernambucanos servem como estruturas que delineiam a imaginação geográfica sobre a paisagem da cidade, atribuindo significado à experiência de vivência do lugar e à correlação existente entre as paisagens real e fílmica.

A discussão gira em torno da construção da paisagem e do lugar fílmicos associada ao “lugar da distopia” em filmes da produção pernambucana contemporânea tendo como destaque o conceito de distopia com o objetivo de propor uma análise das representações e concepções distópicas envolvidas na produção das imaginações, visibilidades e espacialidades da paisagem recifense no atual contexto da produção cinematográfica em Pernambuco.

Maria Helena Costa 

Professora Titular do Departamento de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN. Pós-Doutora em Cinema pelo International Institute - University of California at Los Angeles - UCLA; Doutora e Mestre em Media Studies pela University of Sussex - Inglaterra; Graduada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE. Atua como pesquisadora nas áreas de Cinema e Geografia Cultural no contexto dos seguintes temas: estudos sobre o espaço geográfico e arquitetônico; geografias fílmicas; olhares imagéticos sobre a cidade; estética e cultura visual.


Comissão Científica

Gustavo Racca 

FAU-UFRJ

Gustavo Badolati Racca é Arquiteto e Urbanista, graduado pela UFRRJ (2010), Mestre (2014) e Doutor (2018) em Urbanismo pelo Programa de Pós-graduação em Urbanismo (PROURB/FAU/UFRJ). Seu campo de investigação científica está alinhado com os estudos urbanos e culturais por meio de suas representações e a produção de imagens e narrativas sobre a cidade em seus diferentes suportes, especialmente em suas manifestações em meios audiovisuais e fotográficos. Tem experiência profissional e acadêmica na área de projetos físicos e planejamento urbano, bem como em representação e expressão gráfica em Arquitetura e Urbanismo. Além disso, tem formação em Cinema, Fotografia e Ilustração. É Professor Adjunto do Departamento de Análise e Representação da Forma, na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro DARF/FAU/UFRJ, onde leciona disciplinas na área de expressão gráfica; e pesquisador membro do Laboratório de Análise Urbana e Representação Digital LAURD/PROURB. Atualmente coordena a pesquisa “Narrativas Coletivas sobre o Espaço Urbano: Cartografias Fílmicas da Cidade por meio de Documentários Colaborativos” que tem por finalidade a investigação do espaço urbano através da construção coletiva de narrativas sobre a cidade e da realização de documentário(s) colaborativo(s) a partir delas.


Xico Costa

PPGAU-UFBA

Xico Costa é artista, arquiteto e urbanista. Pesquisa as diferentes formas de apreensão e representação da cidade contemporânea, em articulação interdisciplinar e multidisciplinar, através de processos metodológicos derivados das artes [cinema, teatro, dança, fotografia, moda], literatura, medicina [clínica, cirurgia] e engenharias [produção, alimentos]. Professor Visitante do Máster en Estudios Avanzados en Arquitectura da Escuela Superior de Arquitectura de Barcelona [2018-2019]. Foi Pesquisador [1992-2002] no Centro de Cultura Contemporânea de Barcelona – CCCB. Atualmente é professor das pós-graduações em arquitetura e Urbanismo da UFBA e UFPB. Coordena desde 2005 o Grupo de Pesquisa Visões Urbanas [UFBA e UFPB].

Milene Migliano

UFRB

Milene Migliano é professora em Cinema e Audiovisual no Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, UFRB, onde integra o Grupo de Estudos em Experiência Estética: Comunicação e Arte, GEEECA. Doutora em Processos Urbanos Contemporâneos pelo PPGAU – UFBA, mestre em Comunicação e Sociabilidade Contemporânea pelo PPGCOM – UFMG, é jornalista com formação complementar em cinema, também pela UFMG. Investiga práticas contra hegemônicas ativistas, transfeministas, marginais, a partir da perspectiva interseccional em contextos urbanos, inclusive na internet. É também pesquisadora do Juvenália: questões estéticas, geracionais, raciais e de gênero em comunicação e consumo, no PPGCOM ESPM-SP, onde concluiu seu pós-doutorado, em 2021. Participa da Associação Filmes de Quintal, que organiza o forumdoc.bh, desde 2003, programando mostras como “Comunidades de Cuidado: fabulações, enfrentamentos e éticas de cura” (2021, com Arthur Medrado, Carla Italiano e Cora Lima),  “Esta Terra é a nossa Terra” (2020, com Carla Italiano e Ewerton Belico) e “Cinema dos Povos Imaginários” (2011, com Carolina Canguçu e Junia Torres). Em 2020 publicou seu primeiro livro, “Entre a praça e a internet: outros imaginários políticos possíveis na Praia da Estação”, pela Editora UFRB.


Publicação

Na primeira edição, além da publicação dos artigos como parte do catálogo da Mostra, os melhores artigos foram publicados em um dossiê temático do Periódico Paranoá - Cadernos de Arquitetura e Urbanismo do Programa de Pós-Graduação da FAU/UnB. 

Equipe:

Direção Geral: Liz Sandoval 

Direção de Produção: Thay Limeira 

Produção Executiva: Daniela Marinho 

Produção: Rafaella Rezende 

Curadoria: André Costa, Lila Foster, Liz Sandoval 

Coordenação Seminário: Carolina Pescatori 

Comissão Científica: Gustavo Racca, Xico Costa e Milene Migliano

Identidade Visual: Gabriela Bilá 

Redes Sociais: Gabriel Hoewell e Mônica Rodrigues 

Assitentes de Produção: Anie Caroline Figueira, Camila Reis e Giovana Soares

1 / 7
2 / 7
3 / 7
4 / 7
5 / 7
6 / 7
7 / 7
Using Format